Frases de Guimarães Rosa
Tem coisa e cousa, e o ó da raposa...
Eu quase não sei de nada, mas desconfio de muita coisa
Viver é um descuido prosseguido. Mas quem é que sabe como? Viver... o senhor já sabe: viver é etcétera...
Viver é um rasgar-se e remendar-se.
Mas quem é que sabe como? Viver... o senhor já sabe: viver é etcétera...
Tudo o que muda a vida vem quieto no escuro, sem preparos de avisar
Esperar é reconhecer-se incompleto.
Tudo é real,por que tudo é inventado.
Se a gente puder ir devagarinho como precisa, e ninguém não gritar com a gente para ir depressa demais, então eu acho que nunca que é pesado.
Sigo à risca. Me descuido e vou … Quebro a cara. Quebro o coração. Tropeço em mim. Me atolo nos cinco sentidos.
Rezar muito e ter fé. Porque as coisas estão todas amarradinhas em Deus.
O passado é que veio até mim, como uma núvem, vem para ser reconhecido; apenas não estou sabendo decifrá-lo.
Sertão: estes seus vazios.
Por esses longes todos eu passei, com pessoa minha no meu lado, a gente se querendo bem. O senhor sabe? Já tenteou sofrido o ar que é saudade? Diz-se que tem saudade de idéia e saudade de coração…
Mas, onde é bobice a qualquer resposta, é aí que a pergunta se pergunta.
1. Sou figura reduzida e de pouco aparecimento. 2. Quase que nada sei, mas desconfio de muita coisa. 3. Quem rala no aspro não fantaseia.
Viver é muito perigoso, porque ainda não se sabe. Porque aprende a viver é que é o viver mesmo.
Merece de a gente aproveitar o que vem e que se pode, o bom da vida é só de chuvisco.
Sertão é onde o pensamento da gente se forma mais forte do que o lugar. Viver é muito perigoso...
A água de boa qualidade é como a saúde ou a liberdade: só tem valor quando acaba.
A vida é feita de poucas certezas e muitos dar-se um jeito.
Quando eu morrer, que me enterrem na beira do chapadão, contente com minha terra, cansado de tanta guerra, crescido de coração.
Fino, estranho, inacabado, é sempre o destino da gente
Ninguém é doido. Ou, então, todos.
Tudo, aliás, é a ponta de um mistério, inclusive os fatos. Ou a ausência deles. Duvida?
Viver é uma questão de rasgar-se e remendar-se
Eu estou só. O gato está só. As árvores estão sós. Mas não o só da solidão: o só da solistência.
Amor vem de amor. Digo. Em Diadorim, penso também - mas Diadorim é a minha neblina...
O corpo não traslada, mas muito sabe, adivinha se não entende.
Viver de graça é mais barato.