Frases de Dante Alighieri
Entregou-se tanto ao vício da luxúria / que em sua lei tornou lícito aquilo que desse prazer, / para cancelar a censura que merecia.
Quanto maior é a sede, maior é o prazer em satisfazê-la.
Muito pouco ama, quem com palavras pode expressar quanto muito ama.
Puderam vencer em mim o ardor, / que me levou a conhecer o mundo, / e os vícios e as virtudes dos homens....
E tal, balbuciando, ama e obedece / à sua mãe, mas, quando adulto, / deseja vê-la enterrada.
Quem és tu que queres julgar, / com vista que só alcança um palmo, / coisas que estão a mil milhas?
A razão vos é dada para discernir o bem do mal.
Pois perder tempo desagrada mais a quem mais conhece o seu valor.
Em vida, / eu jamais teria sido tão cortês, / tal era o meu desejo de sobressair.
Em leito de penas / não se alcança a fama nem sobre as cobertas; / Quem a vida consome sem a fama, / não deixa de si nenhum vestígio sobre a terra, / qual fumo no ar e espuma na água.
Pelo exemplo de Beatriz compreende-se / facilmente como o amor feminino dura pouco, / se não for conservado aceso pelo olhar e pelo tacto do homem amado.
As leis existem, mas quem as aplica?
Vês que a razão, / seguindo o caminho indicado pelos sentimentos, tem asas curtas.
Oh, quão insuficiente é a palavra e quão ineficaz / ao meu conceito!
O mundo é cego, e tu vens exatamente dele.
Quando os seus pés deixaram a pressa, / que tolhe a nobreza a todo o ato....
Não deve o homem, pelo maior amigo, esquecer os favores recebidos do menor.
Do viver que é uma corrida para a morte.
No inferno os lugares mais quentes são reservados àqueles que escolheram a neutralidade em tempo de crise.
A vontade, se não quer, não cede, / é como a chama ardente, / que se eleva com mais força quanto mais se tenta abafá-la.
Não há maior dor do que a de nos recordarmos dos dias felizes quando estamos na miséria.
O falar é um efeito natural; / mas, de um modo ou de outro, a natureza deixa o homem / escolher aquele que mais lhe agrada.
Tão fiel fui ao glorioso ofício, / que perdi o sono e a saúde.
Abre a mente ao que eu te revelo / e retém bem o que eu te digo, pois não é ciência / ouvir sem reter o que se escuta.
Porque jamais esquecerei, e ela me comove, / vossa estimada e boa imagem paterna , / quando no mundo, uma vez por outra, / me ensináveis como o homem se torna eterno.
Ó musas, com o vosso alto engenho, ajudai-me; / ó memória, que escreveste o que vi, / que se prove aqui a tua fidelidade.
E se não choras, do que costumas chorar?
Louco é quem espera que a nossa razão / possa percorrer a infinita via / que tem uma substância em três pessoas.
Tiveste sede de sangue, e eu de sangue te encho.
O dardo que vimos aproximar-se chega mais devagar.